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Angola: Infraestruturas de Transportes

14 Dezembro 2020

(Re)Construir para o Futuro

 

As infraestruturas seguem o padrão da população e recursos naturais

A população Angolana de cerca de 31 milhões está distribuída de forma desigual ao longo do território do país. As áreas com maior densidade populacional encontram-se à volta de Luanda e de outras das principais cidades (Cabinda, Benguela, Lubango e Huambo). De um modo geral, a zona costeira e as partes a sul e a leste do país são menos habitadas do que o interior. A distribuição da população resulta, em larga medida, do impacto devastador do período de guerra civil (1975-2002). No entanto, esta distribuição é também influenciada pela presença de vastos recursos naturais e o potencial agrícola. As terras altas no interior têm recursos hídricos abundantes e são, por isso, bastante apropriadas para a agricultura. O sul e sudeste é composto por savana enquanto que o norte é coberto por floresta tropical. Os campos petrolíferos estão localizados na zona costeira na parte norte e ocidental. Angola é também rico em vários minerais encontrados nas zonas ocidental e central do país. A distribuição da rede de infraestruturas segue o padrão da população e dos recursos naturais. Por isso, uma maior densidade de infraestruturas de transportes, energia e informação e tecnologia de comunicação está localizada ao longo da parte mais ocidental do país.

 

Angola tem feito investimentos avultados na reconstrução de infraestruturas

As infraestruturas de transportes sofreram elevados danos durante os anos da guerra civil, com a destruição e negligência a levarem ao encerramento da maioria da rede de estradas e caminhos-de-ferro. Nos últimos anos, as autoridades têm feito grandes investimentos na reabilitação de estradas, caminhos-de-ferro, portos marítimos e aeroportos. Dados sobre as finanças públicas sugerem que o governo gastou mais de US$ 38 mil milhões em infraestuturas de transportes durante 2002-18 com cerca de 70% investidos em estradas. Em média, isto corresponde a US$ 2,3 mil milhões por ano e 2,4% do PIB. A maior parte dos investimentos foram financiados por linhas de crédito Chinesas que têm ajudado a reconstruir e reabilitar as infraestruturas do país. Contudo, a sua qualidade mantém-se como um obstáculo ao desenvolvimento de Angola, sendo que continua a impedir o movimento de pessoas e bens no país. 

 

Boas infraestruturas ajudarão o crescimento económico e a diversificação

As autoridades Angolanas continuam empenhadas na reconstrução, reabilitação e expansão das infraestruturas. Isto será crucial para os seus esforços de fortalecer as perspectivas de crescimento económico e diversificação da economia do país face à sua elevada dependência do petróleo. Estes esforços deverão ser impulsionados por um maior envolvimento e interesse do sector privado em áreas como os caminhos-de-ferro e os transportes marítimo e aéreo. Estradas, pontes e caminhos-de-ferro de qualidade, juntamente com portos, plataformas logísticas e aeroportos eficientes, ajudarão a melhorar a produtividade económica.

 

Plano Nacional para o Sector dos Transportes (PNST)

O PNST dá uma avaliação real das condições actuais do sector. Também estabelece um programa de investimentos de 20 anos (2018-38) para infraestruturas portuárias, caminhos-de-ferro, estradas e aeroportos. Os objectivos são, acima de tudo, os de (1) melhorar o movimento de pessoas e bens, ligando todas as 18 capitais provinciais de Angola e as suas municipalidades, (2) aumentar o financiamento do sector privado, nomeadamente através da promoção de parcerias público-privadas e (3) reforçar o papel de Angola no continente Africano, incluíndo melhorar o corredor regional para a região da SADC e outros corredores regionais. Dito isto, a capacidade do governo financiar investimentos em infraestruturas continua limitado (cerca de 1,4% do PIB ao ano) e só deverá aumentar quando melhorar a situação económica do país.