O sector bancário angolano registou mais um ano de forte crescimento. Os activos totais aumentaram 12,5% A/A, o crédito líquido expandiu-se 23,7% e os depósitos de clientes cresceram 9,5%, reflectindo o contínuo aprofundamento da intermediação financeira. A qualidade dos activos também registou uma melhoria significativa, com o rácio de crédito malparado (NPL) a reduzir-se para 14,3%, face a 19,3% em 2024. A rentabilidade do sector manteve-se robusta, com o resultado líquido agregado a aumentar 27,8% A/A para quase AKZ 1,0 bilião, sustentado pelo forte crescimento da margem financeira, das receitas cambiais e das comissões. O ROE atingiu 26,7% e o ROA 3,9%, enquanto os seis maiores bancos continuaram a dominar o mercado, representando mais de 70% dos activos, depósitos e resultados do sistema.
O enquadramento regulatório continuou a evoluir, com o BNA a reforçar a supervisão baseada no risco, a fortalecer os mecanismos de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, e a prosseguir a modernização do sistema nacional de pagamentos, em linha com as melhores práticas internacionais.
Um dos acontecimentos mais relevantes do ano foi a Oferta Pública Inicial (IPO) do BFA, realizada em Setembro de 2025, que constituiu a maior operação de dispersão de capital alguma vez realizada em Angola. A oferta registou uma forte procura, atraindo milhares de novos investidores e contribuindo significativamente para o aumento da participação no mercado da BODIVA. Após a sua admissão à negociação, o BFA tornou-se a maior e mais transacionada acção da bolsa, juntando-se ao BAI e ao BCGA como os três bancos cotados no mercado accionista angolano, reforçando a visibilidade do sector junto de investidores nacionais e internacionais.
Suportados por níveis elevados de rentabilidade e por sólidas posições de capital, o BFA, o BAI e o BCGA mantiveram políticas de distribuição de dividendos atractivas. Em conjunto com a melhoria da qualidade dos activos e o crescente desenvolvimento do mercado de capitais, estes factores continuam a posicionar o sector bancário angolano como uma das oportunidades de investimento mais atractivas do país.